07-07-2007

DIREÇÃO DO SINDJUS FAZ “CAMPANHA SALARIAL” ATRÁS DE SEUS BIRÔS, ENQUANTO DORME!

Ao menos é o que se compreende de matéria publicada no site do SIMPE-RS - o pelego sindicato dos servidores do ministério público estadual, que não consegue levar sua categoria sequer para o plenário do legislativo em dia de votação de reajuste, nem com liberação de ponto do Procurador-Geral do Estado, porque simplesmente não existe para os servidores, sendo apenas mais um sindicato de aluguel da CUT e do PT.

Pois, conforme se pode ler em notícia publicada no referido site, há mais de nove dias (28 dejunho) os “aguerridos” aliados da nova direção do Sindjus afirmam, textualmente: “SIMPE-RS e Sindjus/RS começam a organizar nova campanha salarial” (título da matéria). E, após referir que “a aprovação, nesta última terça-feira, do reajuste de 21,22% para os deputados estaduais significou a gota d´água de ações políticas incoerentes em nosso estado neste ano” e que “é inadmissível que os servidores do Judiciário e do Ministério Público continuem amargando um arrocho salarial superior a 43%” arrematam com a fantástica conclusão: “Em virtude deste contexto, o SIMPE-RS e o Sindjus/RS iniciaram” (?) “, a partir de ontem (vejam bem: a matéria é de 28 de junho!) , uma luta conjunta em busca de nosso reajuste. Nas próximas semanas estaremos nas ruas com uma nova campanha salarial – o veto da governadora Yeda ao nosso reajuste de 6,09% já estava entalado em nossas gargantas. Agora nos deram mais um grande motivo para não engoli-lo!”

Tudo muito bonito e muito valente! Só se esqueceram de avisar os trabalhadores da justiça! Desde a posse, a atual direção do Sindjus retirou, virtualmente, o site da entidade fora do ar e se limitou a emitir um simples boletim, enviado por fax, na mesma data em que a matéria reproduzida afirmava já estar em campanha salarial desde o dia anterior, em que se limitava a criticar o auto-reajuste dos parlamentares, não fazendo o menor chamamento à categoria para a mobilização, nem mencionando campanha nenhuma!

Nem o Conselho Geral, nem os representantes de comarca do Sindjus foram convocados para discutir e organizar a fantasmagórica “campanha” e a categoria não tem a menor idéia do que seus novos “líderes” sindicais andam fazendo! Foi por acaso, a partir de pesquisa no google, que dei com a matéria reproduzida (que pode ser conferida no site www.simpe-rs.com.br), que, pasmem!, é adornada com uma foto colorida de reunião entre ambas as diretorias sindicais pelegas (ministério e judiciário), realizada (pelo que se observa do cenário ) na sede do Sindjus!

Mas para consumo interno dos pobres funcionários do Ministério Público não há problema: eles têm ao seu lado os trabalhadores da justiça (que nem ouviram falar de nada!). A coisa seria cômica senão trágica! Ou nossos diretores da gestão “Pra Somar” (não se sabe se com os servidores ou o patrão) caíram no sono, de tanto tédio e falta de atividade, e sonharam que lideravam numerosa paralisação de servidores, marchando pelas ruas da capital, ou adotaram o mesmo modelo de ação de seus colegas do MP: a mobilização “virtual”.

Se é que não se tornaram adeptos da hipnose à distância, se reunindo todos em sessão de telepatia coletiva, nas madrugadas, enquanto os servidores dormem, e influenciando as mentes dos sindicalizados, em profundo transe sugestivo! Assim, logo, logo vamos ter a maior greve do judiciário gaúcho (que desbancará a de 1995)… só que na ficção medíocre e envergonhada dos diretores petistas!

Ubirajara Passos

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05-07-2007

NOVA DIREÇÃO DO SINDJUS-RS EMPUNHA VASSOURA E PREPARA CAMPO PARA OS CABIDES DE EMPREGO

Se os trabalhadores do judiciário estadual gaúcho continuam há semanas (desde a posse da “audaz” gestão que veio “pra somar“) estupefatos com a moleza dos novos dirigentes do sindicato, que não emitem sequer um espirro (pois estão medicados pelos próprios remédios - lembram do vidro de drágeas de sua campanha eleitoral?) e transformaram o site da entidade numa monótona página em branco, onde se lê “estamos elaborando um novo site”, aí vai uma notícia bombástica, fornecida por fonte fidedigna, que, por óbvio, não revelarei!

No seu primeiro e único ato administrativo concreto, a pelega executiva cutista acaba de promover uma verdadeira revolução! Não, não se assanhem os eternos adeptos da “diplomacia” e do sindicalismo de cúpula! A diretoria não obteve nenhuma audiência, regada a muito cafezinho e pouco resultado, com o “Marcão” e não conquistou a garantia de pagamento total dos atrasados da URV devida… até a próxima geração! Mas, num feito pautado pela ideologia patronal da “qualidade total”, acaba de desbancar o próprio Einstein de seu pedestal científico e de provar, na prática, que a teoria da relatividade envolvia muito mais do que propôs o ilustre gênio da Física. Com a gestão “Pra Somar tem que Mudar” ficou provado que 3 + 11 = 0!

O fato é que, numa atitude inédita entre as próprias gestões petistas que anteriormente comandaram o Sindjus-RS, foi promovida, após a posse, uma verdadeira degola entre funcionários e assessorias do sindicato.

Além de demitir os advogados, que prestavam plantão semanal, com atendimento ágil aos sindicalizados, toda sexta-feira, na própria sede da entidade, sem nenhum custo adicional além da mensalidade (coisa nunca ocorrida até a gestão que se encerrou em 12 de junho), a foice ceifou jornalistas que prestavam um serviço inestimável à categoria há mais de 12 anos (responsáveis pelo projeto de comunicação que criou, na gestão “Sindicato é pra Lutar”, o site dinâmico que tínhamos, onde o debate sobre a desfiliação da CUT , por exemplo, foi feito ao vivo pela categoria, sem qualquer censura), como Moah, Edson Silva Coelho (o “Urso”) e Augusto Franke Bier (o chargista que criou a marca registrada do jornal da categoria, o “Lutar é Preciso”, com as tiras do “Alemão Blaun”).

Mas, indo muito além do normalmente esperado da mais desumana das correntes que já passaram pela direção do sindicato, de todos os funcionários que nele trabalhavam restou apenas um! (demitindo-se todos os demais) e a vassoura chegou a enxotar, de forma humilhante, pessoas como a “Denise” (quem não lembra da Dedê, que, por muitos anos era a primeira voz que ouvíamos ao telefone, quando ligávamos para o Sindjus), a primeira funcionária da entidade, que nela prestava seu competente e honesto serviço desde que o Sindjus-RS foi fundado pela pelegada da ASJ e cia. ltda., há mais de dezoito anos e que, por seu reconhecido desempenho, jamais foi tocada por qualquer das diferentes administrações sindicais, ligadas às mais diversas orientações políticas, partidárias, filósoficas e ideológicas desde então!

E a desculpa para a varredura é das mais pífias: não havia dinheiro para manter os funcionários e assessores existentes. Numa entidade sindical que fatura, com a suada mensalidade de cada servidor sindicalizado, a bagatela mensal de R$ 80.000,00 - e cuja última gestão encerrou com uma dívida mínima de R$ 60.000,00 - demitir praticamente toda assessoria e todos funcionários (que, mal ou bem, prestavam um serviço “sem preço” à entidade e seus sindicalizados) sob o pretexto de crise financeira é mais que piada de mau gosto! Além de revelar o nível de sensibilidade social de nossos sindicalistas…

Mas, como dinheiro há nos cofres sindicais, e a campanha eleitoral da atual diretoria foi generosamente regada por recursos da pelega e governista CUT (denunciamos durante a campanha que o valor ultrapassava mais de R$ 50.000,00, num universo de 3.000 eleitores, o que nunca foi desmentido pela vitoriosa chapa 3), se pode imaginar, num exercício de futurologia dos mais elementares, o que ocorrerá com o enorme vazio criado pelas demissões em massa (ato digno do mais feroz patrão, praticado justamente por sindicalistas que pretendem representar os trabalhadores da justiça): é bem possível que venha a ser preenchido por ilustres e necessitados apadrinhados da central e do partido (o PT), transformando o sindicato num paraíso de chapéus - cabide é que não vai faltar pros amigos locais do Lulinha e seus companheiros!

Ubirajara Passos

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27-06-2007

FINALMENTE DIRETORIA DO SINDJUS-RS ACORDA

Após um sono prolongado de dezesseis dias, que já se candidatava a bater o recorde da “Bela Adormecida”, finalmente a nova gestão, cutista, do Sindjus emitiu um grunhido.

Através de “Sindjus Informa”, elaborado e enviado por fax nesta tarde (pois o site continua a expor a vergonhosa página em branco com os dizeres “estamos elaborando um novo site”), a “audaciosa” diretoria do sindicato dá conta, com dois dias de atrasado (quando este blog chamava a atenção para o fato já no domingo à noite), da aprovação do auto-reajuste de 21,22% dos deputados estaduais gaúchos.

Esta é, até agora, a primeira e única ação concreta da diretoria eleita em maio e, como as demais gestões pelegas do PT no sindicato (e de seus colegas do SIMPE), prima pela verborragia e timidez. O informativo se resume a fazer coro a todas as críticas já desferidas contra o reajuste e não dá notícia de qualquer ação concreta.

Qualquer dirigente sindical que se preze teria denunciado o fato antes de sua aprovação e convocado, no mínimo, um ato público da categoria (e dos demais servidores públicos do Estado, pois não estamos isolados no mundo) de repúdio, no centro da capital, com o que seria possível obter a cobertura da mídia e criar a polêmica necessária à possível rejeição do projeto.

Mas, estrategicamente, os nossos diretores, esperaram que a coisa se tornasse fato consumado (e que seus amigos, os parlamentares petistas, tivessem garantido o “aumentinho”), para só então, fazendo de conta que cumprem o dever político como direção sindical, se manifestar a respeito.

Agora é tarde, Sindjus!

Ubirajara Passos

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“AÇÃO ENTRE AMIGOS”

Para quem foi pego de surpresa com as bravatas do petista Raul Pont na última segunda-feira, colocando-se como o herói do combate ao reajuste automático dos deputados estaduais gaúchos (decorrente da sacanagem federal) de 21,22%, hoje à tarde no plenário, tudo voltou ao seu lugar!

A “miserável” reposição salarial foi aprovada pela unanimidade das bancadas da Assembléia Legislativa.Exatamente a mesma turma que negou aos trabalhadores do Judiciário a “absurda” recomposição de 6,09%, com a qual o Estado “faliaria”!

Mas que ninguém se “apoquente” (como diria um destes pernósticos parlamentares acostumados à diária masturbação verbal e que há uns quinze anos não bota o pé numa favela), pois hoje os tempos são outros… Em março a “radical” direção do Sindjus-RS não tinha representantes no legislativo! Agora a bem comportada e ajuizada executiva empossa no dia dos namorados já tem quem lute “pra somar” na Assembléia: seus amigos de partido, os deputados petistas. É claro que continuamos chupando o dedo ( correndo o risco de acabar sem língua, de tanto uso) e amargando até mesmo as perdas de mais de 40%, sem ver nenhum tostão desde 2004!

Porém, não se cometa a heresia de dizer que os amigos da nova situação sindical (que continua mais muda que padre em confessionário) não são capazes de aprovar um reajuste! Está aí o Raul Pont, que esperneia, vacila, mas não nega fogo: a partir deste mês leva, em cada bolso das fofas calças, mais meio salário, correspondete a um mês inteiro de trabalho, de um funcionário de nível médio da Justiça Estadual! Quanto aos servidores, logo ,logo terão mais um “aumento”… de serviço, tendinite, depressão… até que o Tribunal de Justiça descubra que ainda vigora na legislação brasileira uma coisa chamadada “concurso”!

Ubirajara Passos

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25-06-2007

DEPUTADOS ESTADUAIS DO RS REAJUSTARÃO SEUS SALÁRIOS EM 22,21%! E AGORA, SINDJUS?

Conforme notícia divulgada na manhã da última sexta-feira pela Globo.com, os deputados da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul deverão aprovar, nesta semana, um reajuste de 21,22% no próprio salário, o que renderá para cada ilustre legislador a bagatela de cerca de mais R$ 2.100,00 no próprio bolso (valor superior ao salário básico líquido que recebe um Oficial Escrevente de entrância intermediária, cujo salário é o médio dos servidores da justiça). Com a medida, que segundo a notícia constitui consenso entre as bancadas do parlamento gaúcho (incluída a do PT, o mesmo partido que dirige o Sindjus-RS, portanto), os pobres parlamentares terão seus salários aumentados de cerca de R$ 9.500,00 para R$ 11.600,00. O mais escandoloso, porém, é que estes são os mesmos senhores que mantiveram, por ampla maioria (só as bancadas PT, PSB e PC do B votaram contra, na época) o veto de Yeda Crusius ao mísero reajuste de 6,09% (referente à metade da inflação de 2004!) dos servidores da justiça, sob o argumento da crise financeira e de que a reposição salarial rebentaria os cofres do Estado. E agora queriam dar, conforme a notícia, um aumentinho de 28,5% para a governadora (que, enrubescida a coitadinha, recusou o mimo). O caso apenas confirma o que estamos carecas de saber há décadas: a peonada tem mais é que remendar os bolsos furados, porque os caras-de-pau que detém o poder de aumentar o próprio salário não podem comer uns quilinhos a menos de caviar! A inflação, no Rio Grande do Sul, é seletiva: quanto maior o salário e mais privilegiado o cargo, maior ela é! Afinal o preço do vinho importado costuma aumentar mais do que o feijão! Enquanto isto, o Sindjus-RS, SOB NOVA (e destemida) DIREÇÃO, não dá um pio a respeito. O que não é muito estranho, já que seus amigos (os deputados petistas que lhes prestigiaram a posse) vão receber também o aumentinho! O mais curioso, porém, é que são estes mesmos diretores “mudos” da entidade, que, quando eram oposição, às vésperas da última eleição, tentando desinformar e manipular a consciência da categoria (enquanto a diretoria da época se esfalfava, eu inclusive, mobilizando os servidores interior a fora) disparavam gracinhas como: “Notícia de hoje sobre a nossa reposição salarial. A governadora segue trabalhando para nos deixar mais um ano sem reajuste. O Sindjus nada fala a a respeito, parece não estar interessado no assunto.“ Ou: “Temos que ficar atentos ao noticiário e estar no Legislativo no dia da votação do veto, porque esperar pela iniciativa do Sindjus, corremos o risco de não ficar sabendo do dia da sessão. Saudações. Valdir (Coletivo Consciência e Luta)” {e-mail enviado em 16/2/2007, às 09:15 min para toda a categoria}. E agora, SINDJUS?

Ubirajara Passos

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19-06-2007

PELEGADA PETISTA ESTÁ DIRIGINDO O SINDJUS… NÃO SE SABE PARA ONDE!

Decorrida quase uma semana da posse da nova diretoria do Sindju(ri)s - escrevo na madrugada da terça-feira seguinte à da cerimônia e, quem sabe, no início da manhã tenhamos um bombástica notícia - esta turma já demonstrou à categoria para que veio: NADA!

Além de retirar do site da entidade as páginas sobre assédio moral, a CoordenAção, o departamento de saúde do sindicato e a reforma estatutária (que, por regionalizar e colocar a direção sobre controle da base, foi obviamente apagada da tela), não se sabe, até o momento, quais são os infalíveis planos da petezada pelega para arrancar o plano de carreira, a recuperação imediata das perdas salariais posteriores a 2003, a realização de concursos que preencham os mais de 1.700 cargos vagos que submetem os servidores da justiça estadual a um quotidiano de massacre físico e psicológico e outras questões que só nos dividem… dos privilégios da magistratura e da gestão “chocante” da paulista Yeda Crusius.

Embora convocada, no site do sindicato, uma reunião do Conselho Geral (para a qual não foram foram convidados os coordenadores dos núcleos regionais - cujo mandato só se extingue em dezembro -, quem sabe por não pertencerem à chapa “vitoriosa”?) com o intuito de planejar e organizar (?) a gestão, até agora a SOMA dos novos diretores eleitos em prol dos servidores da justiça é ZERO!

É, no mínimo, de estranhar que uma chapa capaz de realizar uma campanha eleitoral tão ORGANIZADA que cobriu as menores e mais distantes comarcas do Estado (para o que muito colaboraram os R$ 50.000,00 da CUT e o empenho dos adeptos fascistas do Palácio do Planalto… e da justiça) já não tivesse PLANOS concretos , coerentes, maduros e capazes de SOMAR os esforços de todos, vitoriosos, derrotados e indiferentes em torno às nossas necessidades prementes!

    É ridículo, mas além da “pluralidade” de um partido só, noticiada no site, na ocasião da posse, se renova nos últimos dias a decepção dos ingênuos que esperavam pelo menos uma audienciazinha, regada a muito café, com o Presidente do TJ para discutir o calendário decenal de pagamento da URV atrasada!

Ubirajara Passos

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14-06-2007

SINDJUS-RS TRANSFORMOU-SE NUM APARELHO DO PT

Se boa parte dos associados do Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado do Rio Grande do Sul rechaçou a diretoria que encerrou o mandato na tarde anteontem, sob o pretexto de que esta aparelhara o sindicato em prol do PSTU, e desconheceu a ligação, documentalmente comprovada, com a pelega e governista “Central Única dos Trabalhadores (a CUT), o ato de posse da nova diretoria, ocorrido no dia dos namorados, se constituiu na primeira decepção dos iludidos apaixonados que a elegeram.

Bem ao contrário de suas suposições, o sindicato (em cuja direção estavam representadas as mais diversas correntes políticas, inclusive os anarquistas, sem predomínio de nenhuma delas) agora tem partido e é o fascista e anti-trabalhador PT! A prova disto foi a presença dos parlamentares e políticos mais proeminentes do partido no ato, como os deputados estaduais Raul Pont e Elvino Bonh Gass, a vereadora Sofia Cavedon, representantes dos deputados federais Henrique Fontana e Tarcísio Zimerman e do senador Paulo Paim, além do presidente metropolitano do referido partido, Francisco Vicente e da própria CUT e sindicatos por ela atualmente aparelhados, como o Simpe e CEPERS-Sindicato, o que caracterizou a posse como uma verdadeira festa petista e cutista.

E comprova o envolvimento do próprio governo Lula nas últimas eleições a fim de garantir o apoio do que era um dos raros sindicatos combativos do Rio Grande do Sul e do Brasil às futuras reformas previdenciária (que envolve a elevação da idade mínima para aposentadoria para 65 anos), trabalhista (revogação do 13º salário e do direito a férias, entre outras) e sindical (possibilidade de fundação de sindicatos de cúpula, a partir das centrais, extinção da unicidade sindical - só um sindicato em cada categoria de cada região - e revogação, na prática, do direito à greve, com a exigência absurda do comparecimento de 60% da categoria na Assembléia Geral que a deflagre).

Muito significativa, aliás foi a presença da entidade patronal, a Ajuris, e de representante do próprio patrão, o Tribunal de Justiça, o que comprova definivamente o caráter pelego e subserviente que deverá tomar o sindicato nos próximos três anos.

Aos iludidos tomados de surpresa pela notícia, fica o meu convite, como ex-candidato da derrotada chapa 1 - Sindicato é pra Lutar - agora (a única) de oposição, a nos acompanharem no rechaçamento da transformação do Sindjus em uma entidade de joelhos frente ao governo Lula e ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. E àqueles para os quais a massiva presença petista na posse ainda não convenceu-os do novo caráter de aparelho partidário do sindicato, fica o alerta: esperem as reformas serem encaminhadas e confiram a reação (inexistente e colaboracionista) que a nova diretoria do Sindjus tomará.

Ubirajara Passos

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04-03-2007

Lula e Hugo Chávez são amigos de Georg W. Bush

Estamos num cenário político sui generis na América Latina. De um lado Lula, que se julgava o maior líder de esquerda por estas bandas. Nunca foi vermelho na essência, e na aparência anda desbotando a olhos vistos. Mas continua com seu discurso de governante dos pobres. Na Venezuela temos Hugo Chavez. Nunca foi de esquerda, nem na essência, tampouco na aparência. É um militar de carreira que teve de fazer um discurso diferenciado e pronunciá-lo com peito estufado para chegar ao poder e nele se manter. Não se lhe nega a qualidade de nacionalista. Reeleito mais uma vez, esforça-se em carregar as tintas vermelhas na aparência e jura que a essência é similar.

Para quem tem um mínimo de cultura política e pelo menos uma dúzia de neurônios, Lula é um farsante. O maior trunfo que exibe – o programa de socorro aos mais pobres, seria digno de aplausos, não fosse o valor irrisório e a didática equivocada. Um programa de emergência não pode estender-se pelo tempo; vira vício. 

Lula governa um dos países potencialmente mais ricos, cuja maioria do povo é um dos mais pobres, e uma pequena elite abjeta, uma das mais ricas do planeta. Paga a taxa de juros mais alta a seus intermináveis credores. Já chegou a 16% ao ano, depois decresceu um pouco. Só para se ter uma idéia do absurdo, a Turquia paga a segunda taxa mais alta, 6% ao ano. Este volume criminoso de dinheiro que Lula paga em juros aos magnatas de Wall Street inviabiliza completamente o desenvolvimento do país. Daí a necessidade das esmolas que dá ao povo para mantê-lo inerte e submisso, tática reforçada pelo discurso "socializante".

Hugo Chavez faz algo parecido. Discursos veementes contra os imperialistas para manter o povo num frenesi permanente. Mas o que faz na prática? É um dos maiores fornecedores de petróleo dos yankees, para que estes se tornem cada vez mais fortes e imperialistas.

O que me parece é que o capitalismo mundial avançou tanto em suas formas de exploração dos trabalhadores que as táticas de manter os povos subjugados tiveram que ser revistas. Nesse sentido, Lula e Chavez são um balão de ensaio da super-estrutura capitalista. Os opressores têm cheiro de povo e falam seu linguajar. Esforçam-se em apresentar-se como seu maior defensor. Na prática, fazem o que todos os títeres sempre fizeram: entregar os frutos do suor do povo aos magnatas de sempre.

Enquanto Lula continuar pagando o juro mais alto do mundo às custas da miséria do povo, e Hugo Chavez continuar fornecendo o vital petróleo aos que chama de maiores inimigos e exploradores dos venezuelanos, Georg W. Bush(666) está bem de amigos.

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27-02-2007

Nosso reajuste em perigo

Por Valdir Bergmann

Depois da batalha pela aprovação do nosso reajuste de 6,09%, pela Assembléia Legislativa, o veto da Governadora Yeda Crusius. Seria lógico e coerente que os Deputados derrubassem o veto, já que a maioria votou a favor do reajuste. Mas não é tão simples assim. Coerência não é o forte da nossa classe política. Pelo que noticia a imprensa, por enquanto, só temos 12 votos a nosso favor(PT e PSB), quando são necessários 28. Os demais, estão em dúvidas, cedendo a cantilena da Governadora de que o Estado não tem dinheiro. É impressionante a falta de vergonha na cara de nossa classe política burguesa. Sempre o mesmo e surrado argumento de que o Estado está quebrado. O mesmo é dito diuturnamente sobre a Previdência Social. Não pode uma geração inteira viver sua única vida com restrições só porque o Estado capitalista está sempre quebrando. Não seria, então, o caso de se dar o ponta-pé de misericórdia nele, para quebrar duma vez por todas, e instituir um regime socialista, proporcionando uma vida digna à classe trabalhadora, a esmagadora maioria da população? Não é o caso de se questionar se o Estado está realmente quebrando. A pergunta que se deve fazer é por quê? Analistas dão conta que o Estado do RS perde algo em torno de seis bilhões anuais devido aos incentivos fiscais concedidos. É dinheiro público doado de mão-beijada às grandes empresas. Outros dezessete bilhões são tidos como sonegados pelas mesmas empresas. Sonegar impostos é recolher estes valores do contribuinte ao passar pelo caixa do estabelecimento e, ao invés de recolhê-los aos cofres públicos, metê-los nos cofres privados. É crime de apropriação indébita. Um exemplo típico disso é o Grupo Gerdau. No ano de 2005, recebeu 300 milhões de reais do Estado do RS em forma de incentivos. Obteve um lucro líquido de 3,5 bilhões de reais no mesmo período. Na última campanha eleitoral, além de fazer outras contribuições, doou à então candidata Yeda Crusius a bagatela de 500 mil reais, segundo fartamente noticiado pela imprensa. Com esses dados, percebe-se o porquê de  o Estado estar sempre quebrando e a quem a Governadora Yeda Crusius, e seus aliados na Assembléia, querem beneficiar. O dinheiro não passa de símbolo da riqueza produzida por quem trabalha, equivale dizer, nós, a classe trabalhadora. O reajuste vetado pela Governadora representa, apenas, uma parte da inflação havida no ano de 2004. Inflação é a desvalorização da moeda, causada pelo aumento dos preços das mercadorias, praticado por esses mesmos empresários, amigos de Yeda Crusius. São os causadores da inflação e provocam-a para se locupletar. O Estado, visto que a maioria dos impostos incidem sobre os preços das mercadorias, recebe, já no primeiro mês,  os benefícios do reajuste dos preços. Essa bandalheira toda acontecendo, e a Governadora vetando o reajuste sob o argumento de que o Estado tem um deficit pouco superior a dois bilhões de reais? Pois que pare de conceder incentivos fiscais a seus amigos empresários; que cobre com todo o rigor os bilhões sonegados e terá um acréscimo de nove bilhões nos cofres. Querer atribuir esse déficit a nós trabalhadores, justamente os únicos que produzem as riquezas deste Estado, é um ato de indignidade que não podemos aceitar!

Resta-nos, pois, fazer uma grande mobilização nos próximos dias. Todos os Colegas devem procurar os Deputados de sua região e exigir coerência. Os políticos do PTB e PDT – que têm em sua sigla a denominação “Trabalhista”, devem ser questionados se estão ao lado dos trabalhadores ou dos grandes empresários. Vamos lotar as galerias da Assembléia tantas vezes que isso for necessário.

Publicado no jornal “Lutar é Preciso” nº 100

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05-02-2007

A reforma do estatuto

Por Valdir Bergmann
Vanderlei S. Horz
Zenaide Bartos

Já passa de 40% nossa perda salarial na última
década e meia, por conta da não-reposição
da inflação. Sendo o reajuste salarial mero reparo
do valor real do salário, a omissão do governo
neste particular não se justifica, mesmo porque
os impostos são automaticamente indexados
com o aumento dos preços das mercadorias. A
irredutibilidade salarial é preceito constitucional.

Por outro lado, temos pendentes nossos créditos
retroativos, devidos por processo judicial.
Outras demandas importantes também vão ficando
no meio do caminho, como é o caso do excesso
de serviço por conta da não-nomeação
de novos colegas.

Com nosso sindicato, já obtivemos vitórias
importantes desde sua fundação, destacando-se
a conquista da URV na gestão da presente
diretoria. Mas temos muito a aprender e necessitamos
avançar mais, seja em termos de consciência
política, seja na forma de organização.

O sindicato é – e deve ser - uma organização.
Neste particular, todas as organizações se assemelham.
Deve haver os princípios e diretrizes
maiores, expressos em nosso estatuto. As instâncias,
em que acontecem os debates, e o espírito
democrático que permite à maioria eleger a
diretoria, ficando a minoria incumbida de fiscalizar
e exercer o poder da crítica.

Com o sistema de organização que tem hoje,
o Sindjus não consegue desempenhar bem seu
papel de direção da categoria. Mas estamos diante
de uma oportunidade ímpar para melhorar
nossa entidade. É a reforma estatutária, aprovada
na Plenária de meados do ano findo. Prevê a
eleição dos mesmos onze membros para a Diretoria
Executiva. Mas inclui uma proposta bastante
positiva: a criação das macrorregiões. Assim, dos
onze colegas eleitos, apenas cinco ficarão na
diretoria central em Porto Alegre. Os demais
seis, permanecerão liberados nas regiões onde
eleitos, mantendo contatos permanentes com os
colegas nos locais de trabalho. O diretor do nú-cleo
regional será o candidato da chapa que mais
votos obtiver na respectiva região.

Tal instância é de fundamental importância. A
maior força que temos não está na cúpula, cabendo
a esta a coordenação geral. Nosso poder
maior está na base, na qual se encontra a maioria.
E os novos diretores dos núcleos macrorregionais
terão condições de servir como elo de
ligação, já que estarão liberados do expediente
para tanto, situação que não ocorre com os atuais
diretores de núcleos, daí seus desempenhos
comprometidos.

Inova, também, o novo estatuto,
na fiscalização da base sobre a atividade dos
diretores. Os colegas liberados para cuidar das
macrorregiões deverão prestar contas de suas
atividades e gastos mensalmente. E, a qualquer
momento, todos os membros da diretoria poderão
ter seus mandatos cassados.

A participação de todos é, pois, a força relevante
de nosso sindicato, imprescindível para fazermos
frente ao novo jeito de a Governadora
Yeda Crusius beneficiar os empresários de sempre.
E essa participação maciça já se espera
para a Assembléia-Geral do próximo mês de
março, ocasião em que a reforma do estatuto será
submetida ao referendo.

Façamos, então, nossa
parte, aprovando um estatuto mais inovador, dinâmico
e em condições de melhor organizar a
categoria. Afinal, lutar é preciso, e o Sindjus somos
todos nós!

Publicado no “lutar é Preciso” n° 99

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