05-10-2017

Judiciário gaúcho poderia conceder 34,05% de reajuste para servidores SEM ULTRAPASSAR OS LIMITES DA RESPONSABILIDADE FISCAL!

VEJA ESTE E OUTROS MOTIVOS PARA DEFLAGRARMOS A  GREVE NA ASSEMBLEIA GERAL DE AMANHÃ:

 

Companheiro servidor:

leia atentamente o quadro abaixo. Se trata do último relatório quadrimestral de Gestão Fiscal (correspondente ao ano de setembro de 2016 a agosto de 2017) publicado pelo Tribunal de Justiça no site da transparência. Nele se pode verificar qual foi, neste período, o limite máximo além do qual o patrão Judiciário não poderia gastar com a folha de pagamento do pessoal ATIVO e INATIVO, entre servidores e magistrados, e OS VALORES QUE EFETIVAMENTE FORAM GASTOS, conforme os percentuais (previstos em lei) da arrecação efetiva (Receita Líquida Corrente) ocorrida no período.

LRF_2_Quad_2017_001__1_

 

Conforme se  percebe de sua leitura, poderiam ter sido gastos com as despesas de pessoal referidas R$ 2.050.392.149,84, sem ultrapassar em NENHUM CENTAVO o limite máximo previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal! Entretanto, como vem ocorrendo há anos, o patrão Judiciário gastou apenas R$ 1.648.590.464,41, SOBRANDO R$ 401.801.685,43 que, mesmo com toda pretensas crise fiscal do Estado, permitiriam tivesse sido concedido um reajuste de 19,60% para servidores e magistrados, ATIVOS E INATIVOS. 

Levando-se em conta que a folha dos servidores representa cerca de 71,58% da folha total (o que representa cerca de R$ 1.180.061.054,42), chega-se facilmente á conclusão de que o nosso caro patrão poderia ter nos concedido exclusivamente (já que não gozamos dos abonados penduricalhos de mais de 4 mil reais de auxílio-moradia e auxílio-refeição de mais de 800 reais como a magistratura), a nós trabalhasdores da justiça, de uma única tacada, sem gastar um único centavo além do permitido em lei, 34,05% de reposição, ao invés de ter nos deixado padecer a falta de recuperação da desvalorização salarial ocorrida desde 2015, que aprofunda a um nível insuportável a precariedade financeira da grande maioria de nossos colegas.

Se o patrão não se digna a nos conceder o mínimo de justiça, com a reposição imediata de pelo menos 20% sobre os nossos salários;

se manifesta a intenção absurda de jogar a folha dos servidores aposentados nos braços do Executivo (para que possam gozar o privilégio dos servidores daquele poder de receber parceladamente seus salários ao longo);

se chega ao desplante de propor a transformação da grande massa da mão de obra do Poder Judiciário (os oficiais escreventes) em cargo em quadro de extinção, para não ter de realizara isonomia dos salários dos servidores de entrãncia inicial e intermediária com os de entrância final e dos da justiça de 1º com os da de 2º de mesma escolaridade básica (como os oficiais superiores judiciários, cujo básico é 23% maior que o dos escreventes, possuindo o requisito mínimo de ensino médio para o provimento inicial), NÃO É PORQUE NÃO HAJA RECURSOS FINANCEIROS, CONFORME SE PODE CONSTATAR DOS NÚMEROS, QUE SÃO INQUESTIONÁVEIS! Tanto é verdade que, conforme decisão publicada recentemente no Diário da Justiça, já há determinação de pagamento de noas diferenças da URV,  relativas ao período de maio de 1994 a fevereiro de 1998, para a magistratura, conforme a existência de "disponibilidade orçamentária".

Tal motivo é mais do que suficiente, além da completa falta de braços e condições de trabalho que adoece cruelmente a imensa maioria dos servidores, e da expressa má vontadede nosso patrão em nos conceder o mínimo de justiça, para deflagrarmos GREVE, na Assembleia Geral, amanhã, ás 13 h 30 min em frente ao Tribunal da Borges. 

Portanto, companheiro, amanhã se erga da cadeira, largue o serviço a que tanto te aferras, ao ponto do Judiciário Gaúcho ser premiado há anos como o mais eficiente do Brasil, se faça respeitar e valorizar a tua absurda dedicação sem nenhuma recompensa; deixe de ser escravo sem motivo nenhum e, em nome da própria dignidade e de tua família, venha para a Assembleia Geral e deflagre GREVE POR TEMPO INDETERMINADO ATÉ QUE NOS SEJA CONCEDIDO O REAJUSTE MÍNIMO DE 20%, a isonomia salarial entre entrâncias e justiça de 1º e 2º graus, a manutenção, por justiça e possibilidade, dos aposentados na própria folha do Poder Judiciário, a retirada do projeto de lei que remete os escreventes ao quadro de extinção e a adoção legal de política salarial que nos garanta daqui para a frente a reposição integral e automática da inflação anual e a recuperação, em 3 parcelas semestrais do restante das perdas históricas (cerca de 41,66%) em até um ano e meio.

movimento indignação

 

 

 

 

 

Posté par movim INDIGNACAO à 17:28:00 - Commentaires [0] - Permalien [#]