Como forma de solidariedade e apoio aos bravos companheiros da Polícia Civil gaúcha, que estão fortemente mobilizados em defesa de seus legítimos direitos trabalhistas, o Movimento Indignação reproduz texto publicado no sítio da UGEIRM nesta data

 

Paralisação tem início com adesão maciça

 

palaciodapoliciaNo Primeiro dia de paralisação dos agentes da Polícia Civil teve adesão maciça. Todas - repetimos, todas - as DPs pesquisadas pela Ugeirm ao longo do dia relataram que apenas casos de maior gravidade estavam sendo registrados. A Operação Cumpra-se a Lei foi ampliada.

 

Em Porto Alegre, a Ugeirm convoca os policiais para ato de encerramento da paralisação às 18 horas desta quinta-feira, dia 22, no Palácio da Polícia. "O sindicato vai insistir na negociação com o governo. Ou cumpre-se a tabela integralmente, ou zeram negociações na Polícia Civil. A imensa revolta com o privilégio dado ao topo da hierarquia remuneratória. A instituição é uma só", diz Isaac Ortiz.

 

O sindicato pesquisou distritais e departamentos da capital, delegacias da região metropolitana e cidades de todas as 29 regiões do Departamento de Polícia do Interior. Veja mais imagens de delegacias que aderiram à paralisação ao final desta notícia e aqui.

 

Policial agredida

 

A Ugeirm registra com perplexidade a agressão sofrida hoje, dia 21, pela manhã, pela agente Luciane Manfro dentro da DP de Montenegro. Ela teve corte na testa e tem diversos hematomas pelo corpo. "Ela me bateu com a bolsa na cabeça. Eu a contive. Daí ela me atingiu na nuca e eu caí", conta a policial.

 

"É muito triste a gente fazer uma paralisação porque quer ser tratada com respeito pelo governo e ainda ser agredida dentro da delegacia", completa.

 

Uma mulher foi até à delegacia para registro de ocorrência da Lei Maria da Penha. Como existem diversas medidas protetivas que implicam ela e seu companheiro, o fato seria registrado por Luciane durante a paralisação da categoria.

 

Quando pediu que a mulher lhe fornecesse o documento de identidade, a mulher respondeu "não tá vendo que eu estou falando ao telefone?". A agente levantou-se e foi até à porta para mostrar o cartaz que proíbe que se fale ao celular no recinto. A mulher se levanta e a agride.

 

A autoridade policial não determinou a prisão em flagrante. Foi registrada ocorrência de lesão corporal, desacato e resistência. Veja as imagens aqui.